Partida de Futebol (La Partida Di Pallone)Porqué porquéno domingo me deixas sempre sozinhaPara ir a ver a partidaDe futebol,Porque, porque,Uma vez não me levas também.Quiçá, quiçáSe é verdade que vai ver o teu time,O se ao contrário tu me deixas com a desculpaDo futebol,Quiçá, quiçáSe me dizes uma mentira ou a verdade.Mas um dia te seguireiPorque tenho umas duvidasQue não me deixam dormir.E se descobrir eu podereiQue queres me tapearDá mamãe voltarei.Porque, porque,No domingo me deixas sempre sozinhaPara ir a ver a partidaDe futebol,Porque, porque,Uma vez não me levas tambémUma vez não me levas também!
La Partita Di Pallone
Anunciando que em comum acordo com os meus irmãos, este blog mudará o nome de "Santo Drible!" para "La Partita di Pallone", em alusão a famosa música da cantora italiana Rita Pavone, o seu primeiro single e grande sucesso, lançado em 1962. Abaixo postarei o vídeo e a letra com tradução dessa canção que cita algo que amamos tanto:
domingo, 6 de junho de 2010
Algumas coisas são desnecessárias
Este post não é somente para torcedores do Santos Futebol Clube. Não. acredito que seja para todos aquele que amam o futebol. Todos que acreditam que o futebol é um entretenimento sim, mas também mais que isso: é inspirador, transforma homens comuns em alvos a serem atingidos, nos faz tentar algo melhor no nosso dia a dia.
O esporte é assim. Quantos e quantos esportistas, que superaram seus limites, fazendo o improvável faz com que pensemos que o impossível é possível.
Hoje quero falar sobre Giovanni. Camisa dez. Alguns mais jovens não entendem (vejam vocês!) o significado de ser um Camisa dez. Principalmente da Vila.
No meio dos anos 90 esse rapaz chegou ao Santos. Nessa época o Santos era um time que pouco atraía a atenção de todos. Ainda vivendo a síndrome de "viúva de Pelé" a fase não era nada boa.
Nessa época chegou Giovanni. Bancado pelo Rei. Um time comum, logo tomou cara, pegou personalidade. Junto com ele tinhamos Edinho, Robert, Jamelli, Gallo, Marcelo Passos, Ronaldo Marconato, Macedo...
Chegando, chegando. Semi-finais: Fluminense 4x1 Santos. Impossível reverter. Não. Não para Giovanni, que tornou o impossível em possível.
Em 10/12/1995 houve algo que poderia ser chamado de " o milagre do Pacaembú".
Giovanni correu, driblou, fintou, lançou, fez um gol, fez dois gols, agitou os braços pra torcida. Sem movimentos labiais. Calado. Faltava um gol. Segundo tempo. Santos fez mais três. Com três passes de Giovanni. Perfeito. Um dos poucos até hoje a receber nota 10 da revista Placar. Uma epopéia. Amantes do futebol bem jogado se rendem. Não deu pra dormir.
Essa foi uma pequena síntese (desculpem a redundância) do feito deste homem, que principalmente no imaginário santista tornou-se lenda. Mesmo sem títulos. Repito MESMO SEM TÍTULOS. Não preciso aqui explicar tão nefasto episódio.
Em 2005, houve uma volta deste homem então agora chamado de Messias. Muita festa. Infelizmente problemas dentro e fora do campo não tornaram esse retorno digno dele. Com Luxemburgo no comando, que não admite que outro chame mais atenção que o próprio, o dispensa. Pela porta dos fundos. Com consetimento de Marcelo Teixeira.
Chega 2010. Novo presidente, novas esperanças. Na campanha, Luis Alvaro, então candidato, diz que se eleito trará o Messias de volta para ser um olheiro no norte do país. Vencendo a eleição... Surpresa! Giovanni é integrado ao time!!! Recepção com muita festa, vídeos de fãs. Começa o campeonato. Ele entra no final ou segundo tempo do primeiro jogo, dá lindo passe para um gol. Maravilha!
Aí, não culpo ninguém, o time sem Giovanni engrena. Os planos da comissão técnica era de que o time funcionasse aos poucos mas foi mais rápido que aconteceu e trouxeram Robinho de volta (que saiu por vontade própria pelas portas dos fundos. Está em dívida).
Mas mesmo com todos esses fatores dava pra tratá-lo com dignidade, levá-lo pro banco, entrar no segundo tempo. Quantos jogos neste Paulista que o Santos goleou e ele não entrou uma única vez! Iria atrapalhar?! Claro que não!!!! Com um toque ele põe o jogador na cara do gol.
Nesse fim de semana, Giovanni procurou Jamelli, diretor e ex companheiro de equipe, para encerrar o contrato. Não havia mais motivo para continuar se nem relacionado para o banco estava sendo. Segundo Jamelli, ele não queria nenhuma despedida, discreto como é. Só encerrar o vínculo e pronto. Jamelli garante que haverá sim uma grande festa para marcar o fim desa terceira passagem no Peixe.
O que me deixa indignado é como nós, brasileiros, damos tão pouco valor àqueles que fizeram algo de relevante não só no esporte. Ou então damos valor sim para os famosos "marqueteiros". Vide Romário, grande Romário, mas que maculou sua imagem numa ridícula empreitada na busca dos "mil gols". Ridículo!!!
Para esses os louros, para Giovanni "-Por favor passe no rh. Boa sorte. Próximooo!"
Portanto, você que entende que principalmente no nosso país, futebol além de entretenimento é identidade deve entender a razão deste post. Pessoas como Giovanni devem ser valorizadas, não ignoradas. Aplaudidas e não desvalorizadas.
Isso diretoria santista, e todas as diretorias de clubes que tratam tão mal aqueles que ajudaram a criar a mística em torno de seus escudos ou como se dizia antigamente distintivos, é desnecessário.
O esporte é assim. Quantos e quantos esportistas, que superaram seus limites, fazendo o improvável faz com que pensemos que o impossível é possível.
Hoje quero falar sobre Giovanni. Camisa dez. Alguns mais jovens não entendem (vejam vocês!) o significado de ser um Camisa dez. Principalmente da Vila.
No meio dos anos 90 esse rapaz chegou ao Santos. Nessa época o Santos era um time que pouco atraía a atenção de todos. Ainda vivendo a síndrome de "viúva de Pelé" a fase não era nada boa.
Nessa época chegou Giovanni. Bancado pelo Rei. Um time comum, logo tomou cara, pegou personalidade. Junto com ele tinhamos Edinho, Robert, Jamelli, Gallo, Marcelo Passos, Ronaldo Marconato, Macedo...
Chegando, chegando. Semi-finais: Fluminense 4x1 Santos. Impossível reverter. Não. Não para Giovanni, que tornou o impossível em possível.
Em 10/12/1995 houve algo que poderia ser chamado de " o milagre do Pacaembú".
Giovanni correu, driblou, fintou, lançou, fez um gol, fez dois gols, agitou os braços pra torcida. Sem movimentos labiais. Calado. Faltava um gol. Segundo tempo. Santos fez mais três. Com três passes de Giovanni. Perfeito. Um dos poucos até hoje a receber nota 10 da revista Placar. Uma epopéia. Amantes do futebol bem jogado se rendem. Não deu pra dormir.
Essa foi uma pequena síntese (desculpem a redundância) do feito deste homem, que principalmente no imaginário santista tornou-se lenda. Mesmo sem títulos. Repito MESMO SEM TÍTULOS. Não preciso aqui explicar tão nefasto episódio.
Em 2005, houve uma volta deste homem então agora chamado de Messias. Muita festa. Infelizmente problemas dentro e fora do campo não tornaram esse retorno digno dele. Com Luxemburgo no comando, que não admite que outro chame mais atenção que o próprio, o dispensa. Pela porta dos fundos. Com consetimento de Marcelo Teixeira.
Chega 2010. Novo presidente, novas esperanças. Na campanha, Luis Alvaro, então candidato, diz que se eleito trará o Messias de volta para ser um olheiro no norte do país. Vencendo a eleição... Surpresa! Giovanni é integrado ao time!!! Recepção com muita festa, vídeos de fãs. Começa o campeonato. Ele entra no final ou segundo tempo do primeiro jogo, dá lindo passe para um gol. Maravilha!
Aí, não culpo ninguém, o time sem Giovanni engrena. Os planos da comissão técnica era de que o time funcionasse aos poucos mas foi mais rápido que aconteceu e trouxeram Robinho de volta (que saiu por vontade própria pelas portas dos fundos. Está em dívida).
Mas mesmo com todos esses fatores dava pra tratá-lo com dignidade, levá-lo pro banco, entrar no segundo tempo. Quantos jogos neste Paulista que o Santos goleou e ele não entrou uma única vez! Iria atrapalhar?! Claro que não!!!! Com um toque ele põe o jogador na cara do gol.
Nesse fim de semana, Giovanni procurou Jamelli, diretor e ex companheiro de equipe, para encerrar o contrato. Não havia mais motivo para continuar se nem relacionado para o banco estava sendo. Segundo Jamelli, ele não queria nenhuma despedida, discreto como é. Só encerrar o vínculo e pronto. Jamelli garante que haverá sim uma grande festa para marcar o fim desa terceira passagem no Peixe.
O que me deixa indignado é como nós, brasileiros, damos tão pouco valor àqueles que fizeram algo de relevante não só no esporte. Ou então damos valor sim para os famosos "marqueteiros". Vide Romário, grande Romário, mas que maculou sua imagem numa ridícula empreitada na busca dos "mil gols". Ridículo!!!
Para esses os louros, para Giovanni "-Por favor passe no rh. Boa sorte. Próximooo!"
Portanto, você que entende que principalmente no nosso país, futebol além de entretenimento é identidade deve entender a razão deste post. Pessoas como Giovanni devem ser valorizadas, não ignoradas. Aplaudidas e não desvalorizadas.
Isso diretoria santista, e todas as diretorias de clubes que tratam tão mal aqueles que ajudaram a criar a mística em torno de seus escudos ou como se dizia antigamente distintivos, é desnecessário.
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