La Partita Di Pallone

Anunciando que em comum acordo com os meus irmãos, este blog mudará o nome de "Santo Drible!" para "La Partita di Pallone", em alusão a famosa música da cantora italiana Rita Pavone, o seu primeiro single e grande sucesso, lançado em 1962. Abaixo postarei o vídeo e a letra com tradução dessa canção que cita algo que amamos tanto:


Partida de Futebol (La Partida Di Pallone)
Porqué porqué
no domingo me deixas sempre sozinha
Para ir a ver a partida
De futebol,
Porque, porque,
Uma vez não me levas também.
Quiçá, quiçá
Se é verdade que vai ver o teu time,
O se ao contrário tu me deixas com a desculpa
Do futebol,
Quiçá, quiçá
Se me dizes uma mentira ou a verdade.
Mas um dia te seguirei
Porque tenho umas duvidas
Que não me deixam dormir.
E se descobrir eu poderei
Que queres me tapear
Dá mamãe voltarei.
Porque, porque,
No domingo me deixas sempre sozinha
Para ir a ver a partida
De futebol,
Porque, porque,
Uma vez não me levas também
Uma vez não me levas também!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Que lindo! Como o esporte mostra o que temos de melhor!

Veja você. Paraguai pela primeira vez nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo. Mas o que chamou minha atenção foi a maneira que isso se deu. O jogo foi muito equilibrado nos seus noventa minutos. Muita disposição das duas equipes. Jogo duro, mas não de se ver. Os atletas das duas seleções realmente se doaram em campo dando o que tinham de melhor. Divididas, carrinhos... mas nunca de maneira desleal, só na bola! E isso é realmente bonito de se ver. A vontade. O objetivo por trás daquele movimento. A precisão quase cirúrgica que atinge apenas a bola. Que lindo!

Então veio a prorrogação. Jogadores exaustos. Física e mentalmente. No banco de reservas os treinadores eram representantes natos de suas origens. No banco paraguaio seu técnico argentino se descabelava, gritava, pulava, grunhia... sangue latino. Emoção pura. No outro lado o treinador japonês: não se movia. Concentrado. Fixado em algum ponto. Seus sentimentos podiam ser desvendados, talvez por seu olhar. Mas só talvez... sangue nipônico.

Quando começa a prorrogação os times já se lançam mais ao ataque. Ninguém quer os temidos pênaltis. Algumas chances surgem. Para ambos. Nos bancos de reserva continua a guerra de nervos. O técnico do Paraguai parece que irá infartar a qualquer momento. Do lado japonês já há mais demonstrações físicas do que se sente. É emocionante.

Antes de ir para os pênaltis, gostaria de abrir um parênteses. Gostaria de falar sobre as imagens que vem sendo repassadas para os telespectadores. Pois me lembrei de uma entrevista que o Dr. Sócrates deu uma vez à Juca Kfouri. Nela o doutor dizia que dava para melhorar as transmissões se, por exemplo fosse muito mais mostrado o rosto do jogador, suas reações. Que isso iria até humanizar a transmissão e o jogo em si para quem vê pela tv. E ele tem razão. O que se tem visto é realmente maravilhoso. A condensação de sentimentos e emoções captadas pelas centenas de câmeras é algo incrível. Mesmo que você não goste de futebol (o que não deve ser seu caso!) não há como não se questionar, dividir com a atleta aquele momento congelado que a câmera captura. Alegria, tristeza, revolta, culpa, alívio... Um verdadeiro turbilhão.

Nos pênaltis não foi diferente. Pois é. As temidas cobranças chegaram. Todos se reúnem mais uma vez. Como guerreiros extenuados, após horas de batalha no campo eles se reúnem para a última investida. Agora é tudo ou nada! Nas arquibancadas as esperanças residem naqueles que saíram em campanha por sua bandeira. O goleiro, o último defensor, aquele que se interpõe entre a ruína e a glória nesse momento é o mais abraçado, cumprimentado. - "É você!!! Contamos com você!!! Você pode!!!" Como se dissessem -" Vá, bravo guerreiro solitário!!! Você fará a diferença entre a ruína e a glória!!!!"
O que me encanta é que essa aparente preparação para uma guerra é na verdade um esporte. Não será necessário matar ninguém. Não será preciso o sangue de um semelhante nas mãos. Todas as virtudes do homem podem ser mostradas dentro de um campo de futebol: força, determinação, coragem, liderança, garra, superação, ousadia, qualidade e domínio técnico sem precisar destruir o outro. E foi isso que esses grandes desportistas mostraram no "campo de batalha".

No fim deu Paraguai. Converteram quatro penalidades contra três japonesas. Entra novamente o show de emoções trazidas pelas câmeras fazendo-nos testemunhas da ruína de um e da glória de outro. Ambos sabendo que deram o melhor de si. Que, felizmente estão vivos e que amanhã é um outro dia. Que felizmente ao final dessa "batalha" que muitos países fazem entre si de quatro em quatro anos, pode-se voltar para casa onde alguém os espera e preparar-se novamente.
Afinal, o esporte, o futebol pode proporcionar essa esperança.

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