La Partita Di Pallone

Anunciando que em comum acordo com os meus irmãos, este blog mudará o nome de "Santo Drible!" para "La Partita di Pallone", em alusão a famosa música da cantora italiana Rita Pavone, o seu primeiro single e grande sucesso, lançado em 1962. Abaixo postarei o vídeo e a letra com tradução dessa canção que cita algo que amamos tanto:


Partida de Futebol (La Partida Di Pallone)
Porqué porqué
no domingo me deixas sempre sozinha
Para ir a ver a partida
De futebol,
Porque, porque,
Uma vez não me levas também.
Quiçá, quiçá
Se é verdade que vai ver o teu time,
O se ao contrário tu me deixas com a desculpa
Do futebol,
Quiçá, quiçá
Se me dizes uma mentira ou a verdade.
Mas um dia te seguirei
Porque tenho umas duvidas
Que não me deixam dormir.
E se descobrir eu poderei
Que queres me tapear
Dá mamãe voltarei.
Porque, porque,
No domingo me deixas sempre sozinha
Para ir a ver a partida
De futebol,
Porque, porque,
Uma vez não me levas também
Uma vez não me levas também!

sábado, 19 de junho de 2010

Será, será?!

Texto do ótimo Joelmir Beting.



http://www.joelmirbeting.com.br/default.aspx.



SERÁ QUE VAI DAR?


Até prova em contrário, o São Paulo está fora da Copa 2014, mas a São Paulo ainda não. Dois outros clubes, Palmeiras e Corinthians, entraram no vácuo deixado pelo Morumbi. O Palmeiras, com um novo Palestra, e o Corinthians, com um futuro Itaquera.

Os dois juram que já têm os projetos de engenharia e a modelagem das chamadas garantias financeiras exigidas pela Fifa. A conferir, né?

Única certeza: o Brasil, em todas as capitais classificadas, já está com pelo menos dois anos de atraso. E cada dia a mais de atraso não mais tem recuperação aí pela frente.

Ou, como nos ensinou José Saramago, que nos deixou nesta sexta-feira: "Não tenhamos pressa. Mas não percamos tempo". Pois, a partir do dia 11 de julho, final da Copa 2010, o mundo todo estará com seus holofotes voltados para o Brasil. Até porque o Brasil que deu de desfilar crachá de potência emergente, sob o olho gordo de investidores de todos os tipos e portes nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

Já somos o segundo maior receptor de capitais e de créditos para o setor produtivo, depois do planeta China.Ocorre que, até aqui, somos mais atraentes ou atrativos no etanol que no futebol.

Para a atividade econômica em geral, no caso brasileiro em especial, a Copa do Mundo morde e assopra. Na produção de bens e serviços, a Copa subtrai horas de trabalho e de fluxos de negócios. Mas no consumo de bens e serviços , atiçado pela própria Copa, o mercado deita e rola ao passar da bola.

Levantamento da Fecomercio sobre vendas em verde e amarelo aponta o G-4 dos mercados mais agitados nesta edição 2010: em quarto lugar, os televisores em geral, liderados pela reposição puxada pela inovação. Em terceiro lugar, o repertório das confecções e dos materiais esportivos formais e informais.

Em segundo lugar,a agitação copeira do consumo fora de casa - em bares, restaurantes, clubes, praças e praias. É a Copa dos telões. E em primeiro lugar, o consumo de alimentos e de bebidas dentro de casa, em grupos de parentes e amigos. Nesta próxima tarde de domingo, por exemplo, ajudado pelo clima seco em quase todo o Brasil, o campeão do mercado da Copa vai ser sua majestade, o churrasco. Os cálculos de Marcos Basssi, perito do ramo, pelo menos 60 milhões de brasileiros farão, antes e durante o jogo do Brasil, um festival de picanhas, de fraldinhas, de paletas, de lombos, de costelas e de lingüiças.

Com direito a azias emocionais ou psicossomáticas da jabulani do Dunga.
(18/06/2010)

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